N. 7.ago.1867, Porto  //  F. 18.mar.1900 (aos 32 anos), Porto


O livro mais triste que há em Portugal” terá António Nobre afirmado sobre o seu único livro publicado em vida: “Só” (Paris, 1892). Pode dizer-se que a sua morte precoce por tuberculose, vem completar um quadro de melancolia e tristeza que marca a sua obra, que foi na sua maioria editada postumamente.

Ultra-romântico, tem ainda assim muitas referências patrióticas, quase sempre numa visão de exílio, saudade e decadência. Admira Almeida Garrett e escreve mesmo um poema intitulado “Viagens na minha terra”: «Ora, às ocultas, eu trazia / No seio, um livro e lia, lia / Garrett da minha paixão».

Contrastando com a infância feliz e com muitos momentos campestres, no Norte de Portugal, parece iniciar em Coimbra a influência das ideias do simbolismo/decadentismo. Inscrito no curso de Direito, tem pouco sucesso e, nos seus 21 ou 22 anos, mantém uma vida afastada das tradições estudantis. A casa onde então viveu ficou famosa e é actualmente conhecida por Torre do Anto.

Mais tarde, já em Paris, aprofunda aquela tendência literária e cria então muitos dos poemas de “Só”. É aí que conhece Eça de Queirós, na altura cônsul, e alarga o seu círculo de contactos literários.

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